nov 02 2010

Riqueza — mas afinal, o que é riqueza?

Fabrício Yutaka Fujikawa

Segundo o dicionário Aurélio, riqueza é “Qualidade de rico” ou “a classe dos ricos”. Rico, por sua vez, é o “que possui muitos bens ou coisas de valor”. Mas vamos refletir um pouco sobre o que seria para cada um de nós “uma vida rica”… Será que seria simplesmente “ficar rico”? Provavelmente não, certo?

A revista Pais & Filhos publicou uma matéria chamada “Três passos para uma vida mais rica”, em que abordou o conceito de riqueza para além da riqueza material: riqueza de experiências, riqueza de valores e riqueza social. De fato, no fundo é isto que todos nós procuramos: uma riqueza num sentido mais amplo.

Como Construir Riqueza

Com essa proposta, surgiu o projeto Como Construir Riqueza, com o principal objetivo de popularizar a educação financeira no Brasil e ampliar o conceito de riqueza para muito além de simplesmente ter dinheiro e ficar rico.

Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa
Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa

Trata-se de uma série composta por 4 DVDs, idealizada pelo jornalista Hélio Lemos, diretor da produtora Quadro-a-Quadro. Em parceria com a artista plástica Cica Modesto, Hélio Lemos criou um site de humor, educação financeira e crítica social, já desativado, que fez enorme sucesso de público e crítica. Com apenas 21 dias no ar foi eleito pelo Caderno de Informática do Jornal O GLOBO, como Site Maravilha, que resultou numa explosão de acessos, chegando a mais de um milhão de visitas por dia. “A partir do site percebemos que havia uma consistente demanda de informação de qualidade que pudesse ajudar aqueles que gastam mais do que ganham a reverter este processo.“, observa Hélio Lemos.

O primeiro DVD, Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa (R$ 29,90), fala sobre dinheiro e as duas danças que regem o mundo: a dança do enriquecer e a dança do empobrecer, e agora está à venda na internet através de uma loja virtual completa, segura e com várias modalidades de pagamento.

Ele é direcionado para todas as pessoas que gastam mais dinheiro do que ganham, ou que, sistematicamente, acumulam dívidas que se arrastam por meses. Na realidade sócio-econômica brasileira, isso corresponde a 55% de nossaa população.

Abertura do DVD Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa

Abertura do DVD Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa

O que torna o projeto original e inovador é a utilização da água no lugar de números para fazer demonstrações financeiras, criando uma nova matemática financeira: lúdica, tridimensional e muito mais eficaz, pois com volumes de água substituindo conceitos abstratos (os números), a compreensão sobre o fluxo do dinheiro fica muito mais fácil e divertida. “Até mesmo uma criança pequena pode aprender sobre finanças com este DVD.“, garante Hélio Lemos.

Planejamento financeiro como base da riqueza

Engana-se quem acredita que para enriquecer basta ter dinheiro. Para ficar rico, o segredo é ter um planejamento financeiro rígido e segui-lo à risca de forma disciplinado. “Muitas vezes, ricos e pobres estão juntos no mesmo baile: é o movimento que interessa. Ou você está em processo de enriquecer ou de empobrecer, não importa quanto dinheiro tenha, pois ninguém fica rico com o dinheiro que ganha, mas com o uso que dá ao dinheiro que deixa de gastar.“, acrescenta Hélio Lemos.

A riqueza como meio para a concretização de sonhos

No extra do DVD, você encontra uma excelente entrevista de Gustavo Cerbasi, autor de “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”.

Gustavo Cerbasi, autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos

Gustavo Cerbasi, autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos

A entrevista com Gustavo Cerbasi é uma verdadeira palestra particular e pode-se dizer que só ela já valeria o DVD. Com um áudio de ótima qualidade, roteiro muito bem estruturado e uma didática impecável do palestrante, a entrevista é imperdível. Na visão do autor, a busca pela riqueza é vazia por si só: “Coloque sonhos. Por mais que você conquiste patamares ou objetivos numéricos, vá sempre colocando sonhos na vida, porque a sabedoria milenar nos diz: ‘A felicidade é composta por três fatores importantes: estar com quem a gente ama, fazer o que a gente gosta e, principalmente, ainda ter sonhos a realizar.’

Serviço:
Visite a loja virtual para comprar o DVD Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa (R$ 29,90)
Blog  Como Construir Riqueza de Forma Líquida e Certa

jul 12 2009

OS MATA-FOME

Sushiman Aldo Paladino

Na paz do meu lar, longe do frio de 6 graus de Florianópolis, assisto na tv a apresentação de um programa que tem na sua matéria principal a reinauguração de um japa local. Na telinha, além da bela apresentadora que sabe xongas de culinária japonesa, ao fundo extasiados clientes.

Explico: o êxtase deve-se a monumental bancada de makimonos de todos os tipos e de sashimis diversos. Pobres. Formigas no açucareiro, tais clientes não imaginam o quanto esão sendo enganados. Restaurante japonês que se preze e respeite a cultura, jamais expõe sushi daquela maneira.

Para começar, [...]

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jul 12 2009

OS FRAUDES

Sushiman Aldo Paladino

samgOutro dia, ao receber as mensagens de moderação sobre os comentários, lí um comentário que dizia, entre outras coisas, que eu era “arrogante e chato”. Como o prezado leitor me pegou em um dia de pouca racionalidade, devolvi a crítica ao prezado leitor com uma mensagem pouco nobre.

Não me importo com críicas; acho porém, que críticas devem estar fundamentadas em algo que tenha fato e argumento. Xingar por xingar, [...]

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jun 26 2009

Não sou Sushiman, sou Itamae!

Sushiman Aldo Paladino

Outro dia, ao ser entrevistado por uma emissora de TV aqui de Florianópolis, o apresentador do programa me apresentou como “sushiman”.

Sem nenhum constrangimento, corrigi na hora: “Não sou sushiman, sou professor e quem faz sushi é Itamae e não sushiman!”, respondi prontamente.

Embora tenha parecido arrogância não foi. Em todo mundo, fora o próprio Japão, é o Brasil que possui a maior colônia japonesa, algo em em torno de 1 milhão e quinhentas mil pessoas, segundo dados da revista “Japão em foco”. Sem dúvida alguma, a comunidade [...]

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jun 25 2009

Gari serve para sashimi?

Sushiman Aldo Paladino

Tanta leitura e tantas opiniões. Ao viajar pelo mundo da culinária japonesa, me acostumei a ver receitas tradicionais com execuções diferentes, com medidas diferentes e até com ingredientes diferentes; a base sempre é a mesma,com o mesmo nome e com preparações distintas.

Deixo claro que só falo em receita original, vinda da fonte; não dou crédito as invenções e as mágicas, muito comum nos dias de hoje. Na troca de idéias com outro hanaita , que a polêmica foi criada: afinal, o gari pode ser degustado com sashimi?

Como não conseguimos  chegar a um consenso, mesmo [...]

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jun 14 2009

Jun Sakamoto revela alguns segredos de seu sushi

Sushiman.blog.br

Jun Sakamoto, o sushiman mais famoso do Brasil, participou do programa Altas Horas na madrugada deste sábado (13) para domingo.

Respondendo às perguntas do apresentador Serginho Groisman, o sushiman revelou alguns segredos de sua arte para preparar sushi e sashimi.

Sobre a conservação do peixe cru para sushi e sashimi

Segundo Jun, a principal dica é clássica: o peixe cru para sushi e sashimi não pode ter um cheiro forte. Por outro lado, também não se deve comê-lo logo em seguida à pesca, pois a carne está estressada. Com um processo correto de preservação ao longo da cadeia produtiva, o peixe cru pode ser mantido em condições adequadas para sushi e sashimi por até algumas semanas. O sushiman lamentou o fato do Brasil não possuir a infra-estrutura adequada, apesar do seu imenso potencial litorâneo.

A temperatura do arroz para sushi

Outra revelação do sushiman: ele utiliza um arroz para sushi ligeiramente mais quente que o ritual tradicional da culinária japonesa. Sua referência é a temperatura do corpo, enquanto o peixe deve estar ligeiramente gelado. O motivo: o arroz um pouco mais quente, ao ser degustado entra em contato com o calor e umidade da boca, e dissolve-se harmoniosamente, dando um toque singular à textura de seu sushi.

Confira o vídeo da entrevista:

jun 13 2009

O ESPECIALISTA

Sushiman Aldo Paladino

No futebol, que o brasileiro tanto gosta, existe a crença que “aquele que joga em todas as posições não joga em nenhuma”; talvez, essa seja a mais tola e simples definição de algo estremamente complexo como é ser um especialista. 

No Japão, por exemplo, as pessoas aprendem que quando investimos em especialização, estamos muito mais perto do sucesso do que aqueles que preferem “bricar nas onze”; na verdade, isso serve para todas áreas profissionais; um bom médico é aqulele que tem uma determinadade especialização, assim como engenheiros, advogados [...]

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jun 13 2009

MINHA CRENÇA

Sushiman Aldo Paladino

Não sou um entusiasta dos modismos; embora seja a favor do livre mercado e das escolhas individuais, os modismos geralmente surgem das necessidades do momento; geralmente são necessidades frívolas, sem qualquer relação com a realidade ou com  a precisão.

Sempre quis ser cozinheiro, sempre amei  panelas e  fogão;a cozinha é o meu escritório, mas com muito mais clima de ambiente de lazer do que um lugar onde ganho o meu sustento. Não sou cozinheiro porque o mercado determinou que era a profissão da moda, sou cozinheiro porque a culinária é minha crença.

No Rio de [...]

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abr 25 2009

Mais do que um modismo

Sushiman Aldo Paladino

Como professor e estudioso da culinária japonesa, vejo que existe uma natural confusão sobre o que é culinária japonesa.

No geral, as pessoas tendem a confundir os makimonos e sashimis como “comida japonesa”; é comida japonesa, mas também não é tudo o que a gastronomia do sol nascente tem a nos oferecer.  Makimonos e sashimis são, geralmente, entradas; no Japão existem os “kaitens”, ou, sushi-bares, como preferirem.

Ali, nos kaitens, são servidos diversos tipos de makimonos, e tudo é preparado com bastante cuidado e limpeza. Para ser um Itamae san é preciso anos de aprendizado e, é claro, muita disciplina e paciência. No entanto, a culinária japonesa é muito mais. Das inúmeras iguarias disponíveis, podemos citar alguns pratos que são verdadeiras odes ao bom gosto gastronômico, tais como: sukiyaki, yosenabe, shabu-shabu, yakitori, tonkatsu, só para citar alguns campeões de audiência entre os adeptos desta maravilhosa culinária.

 O que me incomoda, do ponto de vista profissional, é que em nome do “mercado”, pratos tradicionais estão sendo descaracterizados; não sou contra as inovações, já bati muito sobre o assunto, mas o que não podemos é inventar pratos com nomes antigos e tradicionais.

Outro dia, em uma rádio, ouvi uma chef, que prefiro omitir o nome, dizer que inventou um prato japonês maravilhoso cuja a base é o salmão com molho reduzido de aceto balsâmico, gergelim e espuma de manga. A principio, o prato me pareceu bem criativo e com certeza bem delicioso. No entanto, dizer que é um prato japonês, é outra história; até porque, o grande “rei dos mares” é o maguro, o conhecido atum,  não tão apreciado entre nós.

Senhores chefes, mais respeito e moderação com uma cultura milenar e que sempre foi um fonte de grande parte da sabedoria humana.

Respeitar a culinária de um país, é também respeitar todo um povo.

mar 20 2009

Perfil - Sushiman Robson Braghetto

Sushiman Robson Braghetto

Sou Robson Braghetto e minha história como sushiman começou aos 8 anos de idade, quando passeava e observei de longe que um senhor japonês com nome de Masay Nakagoshi, trabalhava muito em um campo de futebol cortando gramas.

Foi então que me aproximei dele e ofereci ajuda. Ele sorrindo, me deixou ajudar por algum tempo, depois disso me ofereceu alguns bolinhos de gohan no tamago e eu achei uma delicia. Fiz, então,  amizade com a familia dele ainda criança.

Nas festas de finais de ano, me chamavam para participar. Foi assim que conheci o sushi. Depois disso, senti interesse em aprender e uma de suas irmãs me ensinava.

Depois de 2 anos, já com idade avançada, veio a falecer. Então, a partir daquele momento, somente o senhor Masay me ensinava os segredos, não só dos pratos japoneses, mas também, seus costumes, tradição e respeito.

Já com conhecimento, ingressei em um restaurante japonês onde trabalhei por 1 ano e 9 meses de graça, apenas em troca de conhecimentos. Após isso, já jovem, conheci um sushiman chamado Wilson, um baiano que havia trabalhado no Danako e em alguns restaurantes bons de São Paulo. Trabalhei com ele cerca de 1 ano onde ele me ensinou enfeites, molhos, como manipular corretamente o peixe e muitos outros segredos.

Fui chamado para um trabalho em Portugal como sushiman, depois segui para Espanha. Retornando ao Brasil, fui responsável pelo sucesso de 18 lojas de uma rede de supermercados. Fui responsável por homenagear os 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil com o projeto”Viva Japão” em que teve apoio do governo federal, MEC, Secretaria da Educação e governo de São Paulo.

Hoje sou chef da Mitsubishi Heavy Industies. Todos os dias almoçam comigo cerca de 48 japoneses diretores. Realizo também buffets e eventos em boa parte do Brasil. E, segundo o Centro de Informações e Turismo do Japão estou entre os melhores sushimans do mundo !!!

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